11106288_10203456306878507_1671309514_n1O Expo-Fórum Investe Nordest, este ano, estará em Portugal, em Santo Tirso, de 25 e 26 de novembro. O objetivo é colocar empresários e investidores portugueses e brasileiros a fazer parcerias.

O Investe Nordest é um Expo-Fórum internacional totalmente dedicado a explorar as grandes oportunidades de investimentos, parcerias comerciais e trocas de tecnologias na região do Nordeste do Brasil. O principal objetivo maior do Fórum é ajudar a criar uma atmosfera favorável à interacção entre investidores internacionais, altos executivos e entidades governamentais brasileiras.

Em entrevista ao OJE, o presidente da 3uno Business Associates, promotora e detentora do Evento Investe Nordeste, José Lourenço, diz que todos os sectores de actividade são uma oportunidade de negócio no Brasil, seja na exportação, seja no investimento direto. A edição portuguesa do Investe Nordeste pretende “reunir empresas dos setores do têxtil, turismo, construção civil, imobiliário, transporte e logística, portos, aeroportos, tratamento de resíduos, couro e calçado, alimentos e bebidas e também de atividades relacionadas com o intercâmbio estudantil”, diz José Lourenço.

Que apanhado faz do Nordeste Investe de 2014?
A edição de 2014 foi um sucesso em termos absolutos. Tivemos palestras de grande categoria e rodadas de negócios envolvendo várias instituições, quer públicas quer privadas. Decididamente, foi o que esperávamos.

Já consegue saber quantas empresas concretizaram negócios? De que valor?
Sim, tenho uma ideia concreta. No entanto, como deve imaginar não irei divulgar números por uma questão de sigilo profissional. E por não estar certo que as empresas envolvidas queiram falar sobre os seus investimentos e parcerias. Posso apenas adiantar, que se fecharam negócios de valores muito interessantes e que ainda correm negociações de outros negócios, nomeadamente de parcerias entre empresas brasileiras e estrangeiras, incluindo portuguesas.

Qual vai ser o tema do Investe Nordeste de 2015?
Negócios, parcerias comerciais e joint-ventures. Como investir em Portugal e como investir no Brasil. Mas sempre focado em negócios e parcerias entre os intervenientes. Através de uma dinâmica de atividades, como a exposição de produtos, palestras, fóruns e rodadas de negócio, tal como aconteceu no modelo brasileiro.

Porquê a escolha de Portugal para o evento?
Antes de tudo, convém lembrar que sou português (risos). Portugal é uma porta de entrada para a Europa e é muito interessante para os empresários brasileiros. Há afinidades culturais e linguísticas o que facilita o intercâmbio. Por sua vez, os empresários portugueses têm a oportunidade de alargar os seus mercados, seja através de negócios ou de criar parcerias pontuais, ou de fazer joint-ventures, caso estejam dispostas a abrir o seu capital social a investidores portugueses e brasileiros.

Quem vão ser os principais oradores?
Todos os nossos oradores são principais, são escolhidos com um rigoroso critério, são pessoas extremamente qualificadas nas suas áreas de atuação. Ainda não fechámos o leque dos oradores, pois, contamos ter cerca de 30 oradores. No entanto, temos nomes conhecidos do grande público, nomeadamente o Dr. José Cesário, que tem feito um trabalho extraordinário como Secretário de Estado das Comunidades, que acredito que possa não ter o devido reconhecimento em Portugal, no entanto, quem está fora, sabe o mais valia que é ter um homem de terreno e não de secretária. Sempre presente nas comunidades.

Temos também o eurodeputado Nuno Melo, um homem que dispensa apresentações para os portugueses e como é público é o político que eu mais aprecio e acredito (sem que com este aparte, queira politizar o evento, visto ser um evento apartidário, é apenas uma opinião pessoal que não vincula a empresa que represento). Contamos ainda com Pedro Pessoa e Costa da AICEP, Jorge Silva Carvalho – uma das referências a nível da segurança e CEO do Grupo português de segurança 2045 –, Carlos Páscoa, deputado eleito pelo círculo fora da Europa, um homem com um trabalho e um curriculum que falam por si, o engenheiro Eduardo Pimentel (CEO da Mota Engil Serviços e Soluções, SGPS), que foi um dos oradores na edição de 2014 que mais captou audiências entre os empresários brasileiros.

E que outros nomes tem já confirmados?

Já confirmado, temos também Rui Barreira (director do Centro Distrital de Braga da Segurança Social), que na edição 2014 fez uma brilhante dissertação sobre os direitos dos trabalhadores estrangeiros e a integração dos mesmos, algo, de extrema importância para empresários estrangeiros que queiram investir num país diferente do seu. temos Joaquim Couto, presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso e ex-Governador Civil do Porto, que será o anfitrião deste evento. Como já referi, na altura desta entrevista, ainda estamos em conversações com vários possíveis oradores, mas uma coisa pode ter a certeza, todos os nossos oradores são uma referência na sua área de atuação. Podem sempre ver os oradores no nosso website, em www.investenordeste.com.br, que é sempre atualizado com novos oradores.

O evento conta com o apoio de instituições estatais portuguesas como a Aicep ou o IAPMEI?
Sim, já temos o apoio da Aicep e estamos a entrar em contacto com o IAPMEI. Estamos também em contacto com o governo português, onde esperamos ter o total apoio do mesmo. Visto que este evento insere-se nas políticas do Governo de captação de investimentos e internacionalização.

Quais os setores de actividade em que os empresários portugueses poderão ter melhores oportunidades de exportação para o Nordeste brasileiro?
Todos! Quando digo todos, não estou a ser redutor e minimalista, digo todos porque acredito que todos os setores são importantes para o Brasil. Repare que o Brasil é um país de dimensões continentais, com 200 milhões de habitantes, uma economia forte e emergente. Onde há pessoas há negócios. O Nordeste brasileiro é uma oportunidade.

E em que setores poderão investir com presença física?
Relativamente às áreas de atividade, a edição portuguesa do Investe Nordeste pretende reunir empresas dos setores do têxtil, turismo, construção civil, imobiliário, transporte e logística, portos, aeroportos, tratamento de resíduos, couro e calçado, alimentos e bebidas e também de atividades relacionadas com o intercâmbio estudantil.
Além de empresários, empreendedores e investidores, o evento está também receptivo à participação de associações empresariais, câmaras de comércio, autarquias e instituições governamentais. Podem igualmente participar prestadores de serviços, incluindo bancos, fundos de private equity e bancos de investimento especializados, bem como escritórios de advocacia e consultoria internacional com especialização em abertura de novas empresas.

Carlos Caldeira

Fonte: Oje.pt

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